domingo, 31 de julho de 2011

Para a Tia Isa



“Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé”.
Poucas pessoas poderiam repetir como suas essas palavras escritas por São Paulo a Timóteo.
Tia Isa foi uma dessas poucas pessoas.
Uma vida toda dedicada ao Jesus com quem cultivou profunda intimidade, adquirida com horas e horas diante do Sacrário, sendo muitas destas horas vividas dentro dos Cursilhos.
Uma ausência que sempre será sentida e relembrada a cada vez que cursilhistas estiverem reunidos, a cada vez que cantarmos nossas músicas, a cada vez que rezarmos o terço que ela ensinou a tanta gente.
Diante de uma vida tão bonita, quase não há o que se lamentar na morte, a não ser a saudade.
Tia Isa costumava ensinar que de Deus só obtemos amor, pois é impossível que da mesma fonte saísse água doce e salgada ao mesmo tempo. Foi assim que ela viveu sua vida, na entrega total ao amor de Deus, mesmo diante das tristezas e dificuldades.
Tia Isa nunca mediu esforços no trabalho por Cristo, pela Igreja e pelo Movimento de Cursilhos de Cristandade, assim, a melhor homenagem que um dia poderemos prestar a ela, é seguirmos o seu exemplo de serva fiel e amorosa, porque sempre apoiada na fidelidade e no amor de Cristo.
Tantas vezes ela cantou “dar ao próximo alegria, parece coisa tão singela, aos olhos de Deus porém, é das artes a mais bela”.
Essa foi a arte da Tia Isa.
Sejam as nossas boas obras as rosas que hoje queremos entregar a nossa querida e inesquecível Tia Isa.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Meio cheio ou meio vazio?



Interessante como a crítica é sempre apressada, enquanto o elogio é lento ou quase imóvel.
Faz-se cem coisas certas, ninguém percebe.
Comete-se um pequeno deslize, surgem os dedos apontados.
Inúmeras oportunidades oferecidas ao redor e prefere-se valorizar o detalhe que faltou.
Também sou assim mais do que gostaria e me arrependo quase imediatamente quando me afobo a reclamar, simplesmente porque, com apenas um pouquinho de paciência e conversa, a maioria das questões são resolvidas.
É que às vezes a gente cansa sabe?
Horas e horas dedicadas a algo em que você acredita, confiando nas pessoas e nas idéias. Esforço de muita gente tentando melhorar, é verdade. Mas muitos se comportam como se ninguém realmente se importasse.
A gente se importa viu? Quase 24 horas por dia.



sexta-feira, 22 de julho de 2011

Música para a sexta: The Beatles - With A Little Help From My Friends

Ainda no tema Dia do Amigo. Beatles, seus lindos.




With A Little Help From My Friends The Beatles
What would you think if I sang out of tune,
Would you stand up and walk out on me.
Lend me your ears and I'll sing you a song,
And I'll try not to sing out of key.
Oh I get by with a little help from my friends,
hm I get high with a little help from my friends,
hm Gonna try with a little help from my friends.
What do I do when my love is away.
(Does it worry you to be alone)
How do I feel by the end of the day
(Are you sad because you're on your own)
No I get by with a little help from my friends,
hm I get high with a little help from my friends,
hm Gonna try with a little help from my friends.
Do you need anybody?
I need somebody to love.
Could it be anybody?
I want somebody to love.
Would you believe in a love at first sight,
Yes I'm certain that it happens all the time.
What do you see when you turn out the light,
I can't tell you, but I know it's mine.
Oh I get by with a little help from my friends,
hm I get high with a little help from my friends,
Oh Gonna try with a little help from my friends.
Do you need anybody?
I just need someone to love,
Could it be anybody?
I want somebody to love.
Oh I get by with a little help from my friends,
hm Gonna try with a little help from my friends,
Oh I get high with a little help from my friends,
Yes I get by with a little help from my friends,
With a little help from my friends.

Com Uma Pequena Ajuda De Meus Amigos The Beatles Revisar tradução O que você pensaria se eu cantasse desafinado
Você se levantaria e sairia sem mim ?
Me empreste suas orelhas e eu cantarei uma canção para você
E eu tentarei não cantar fora de tom
Oh, consigo com uma pequena ajuda de meus amigos
Eu me levanto com uma pequena ajuda de meus amigos
Tentarei com uma pequena ajuda de meus amigos
O que eu faço quando meu amor está longe
Te preocupa estar só?
Como eu me sinto ao final do dia?
Você está triste porque você está sozinho
Não, eu consigo com uma pequena ajuda de meus amigos
Eu me levanto com uma pequena ajuda de meus amigos
Tentarei com uma pequena ajuda de meus amigos
Você precisa de alguém?
Eu preciso de alguém para amar
Pode ser qualquer pessoa?
Eu quero alguém para amar
Você acredita em amor à primeira vista?
Sim, tenho certeza que isto acontece toda hora
O que você vê quando apaga a luz?
Eu não posso te contar mas eu sei que é meu
Oh, consigo com uma pequena ajuda de meus amigos
Eu me levanto com uma pequena ajuda de meus amigos
Tentarei com uma pequena ajuda de meus amigos
Você precisa de alguém?
Eu preciso de alguém para amar
Pode ser qualquer um?
Eu quero alguém para amar
Oh, consigo com uma pequena ajuda de meus amigos
Tentarei com uma pequena ajuda de meus amigos
Eu me ponho alto com uma pequena ajuda de meus amigos
Sim eu consigo com uma pequena ajuda de meus amigos
Com uma pequena ajuda de meus amigos

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Música para a vida: Brilhar Por Ti

Hoje a música não é para a sexta e nem para a segunda, é para a vida!
É o desafio aceito e escolhido, a adesão a uma proposta de amor infinito, que faz a minha vida decolores todos os dias.
A resposta a um convite carinhoso, que deixa qualquer fardo mais leve
Uma conversa com Aquele que insiste comigo, e me deu de presente mais um final de semana absolutamente especial.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

CURSILHO - Três dias por uma vida


Sempre que convido pessoas para participar de um cursilho e, consequentemente, tornarem-se cursilhistas, tenho uma certa dificuldade em explicar do que se trata.
Como explicar o que faz parte inseparável do que eu sou?
É como tentar explicar por que para mim é importante respirar ou me alimentar, ou seja, é algo tão óbvio, tão necessário para mim que eu é que não entendo como é que pode ter gente que vive sem!
Aceitar o convite exige coragem e não é qualquer pessoa que está disposta a dedicar 3 dias de sua vida tão corrida para simplesmente parar e refletir sobre questões importantes mas que passam batidas entre tantas tarefas que temos a cumprir diariamente.
Porém, invariavelmente, ao final dos 3 dias, os participantes afirmam coisas do tipo: “Se eu soubesse como era bom, teria vindo antes”; “A gente entra sem querer entrar e sai sem querer sair”, “Não vi o tempo passar”...
É claro que tais afirmações, entre tantas outras declarações apaixonadas, não garantem que o novo cursilhista vai continuar participando do movimento e até mesmo da Igreja, tudo vai depender da perseverança.
O fato de escrever este meu texto já é desde logo o reconhecimento de um fracasso. Sim, se preciso escrever um texto explicando porque vale a pena ser cursilhista e as razões pelas quais amo este movimento, é porque não tenho demonstrado adequadamente com a minha vida o quanto foi maravilhoso ter trocado 3 dias de nada por 3 dias que me deram vida e vida em abundância.
Mas, se algum leitor, em algum momento de convívio comigo já encontrou algo a admirar, fique logo sabendo (se ainda não sabe): o grande responsável por todas as minhas tentativas de fazer algo de bom da minha vida é o Movimento de Cursilhos de Cristandade.
É claro que existe também a fundamental influência da minha família, mas acontece que a influência do Cursilho na minha família foi também fundamental.
Também é claro que a verdadeira meta da minha vida é Cristo e não o Cursilho, mas o movimento se mostrou para mim como o melhor instrumento para participar da Igreja Católica e viver meu seguimento a Jesus Cristo.
Participei do meu Cursilho em 1996. Não fui daquelas que se entrega logo de cara e só me dei conta mesmo do quanto tinha sido importante alguns dias depois que saí. Resolvi então participar da primeira Assembléia Festiva, da primeira Escola Vivencial e desde então foram muito raros os convites do cursilho que eu tenha recusado.
Apesar de ser cursilhista ter trazido muitos compromissos para mim e para minha família, minha vida não foi em nada limitada por isso. Ao contrário, a consciência adquirida ao longo de todos estes anos (e ainda em construção) guiou as minhas decisões e abriu inúmeros dos caminhos que escolhi para mim.
Com o Cursilho aprendi a importância de se buscar formação e procurar entender um pouquinho a minha fé, minha Igreja, meu mundo, minhas escolhas. Esta consciência formada a partir do Cursilho é que me permite (e a todos os que se dedicam), estar no mundo sem ser do mundo.
Isto é o que me encanta. A proposta não é para viver dentro da Igreja, mas para, com todos os nossos defeitos e limitações humanas, tentar ser Igreja no mundo. Trabalhando, festando, convivendo.
Fiz meu cursilho ainda antes de entrar na faculdade e foi trabalhando nele que descobri que gostaria de estudar Direito e ser professora. O Cursilho nos ensina a identificar e valorizar nossos talentos, habilidades, vocações e, principalmente, verificar como esta vocação pode ser colocada a serviço da construção do Reino.
Evidentemente que sempre falho nesta missão. Não consigo ainda viver meu ideal em plenitude, mas vou tentando.
Certa vez uma amiga me perguntou que diferença faz ser alguém que tem fé, que se dedica à Igreja ou ser simplesmente alguém ético, honesto, etc?
Eu respondi que nos dois casos a pessoa enfrentará dificuldades, será ridicularizada algumas vezes, será passada para trás em outras e terá vontade de desistir. Aquele que tem fé, como não coloca sua meta na vida presente, como não procura meramente seu bem estar mas sim procura se parecer com Aquele a quem segue, este terá forças acima de si mesmo para continuar a peregrinação por esta pátria que não é definitiva.
Já vi Deus (com o Cursilho) fazer maravilhas na vida de muitas pessoas e famílias, inclusive e notadamente, na minha.
Como também já vi pessoas se afastarem do Cursilho, de Deus e da Igreja e só encontrarem complicações, tornarem a vida cinza ao invés de decolores. Não que ser cristão e ter fé sejam garantia de uma vida simples, muito pelo contrário. A fé não muda nada nas circunstâncias da vida, muda sim a forma como reagimos a elas. Quando as nossas forças não são suficientes, é um privilégio ter a certeza de que forças do alto intercedem em nosso favor.
Isso não se encontra apenas no Cursilho e na Igreja Católica, mas foi nele que eu (e muita gente em 50 anos de história no Brasil) encontraram.
No Cursilho ganhei também alguns dos melhores amigos que alguém pode ter, pessoas com que contarei para o resto da vida, seja nos momentos de festa como também nas tristezas.
É por isso e por tudo o que é impossível explicar, que amo o Cursilho e convido pessoas de quem gosto para que se juntem a nós, para que se permitam este passo na busca do sentido da vida, para que se sintam inteiros, amados e merecedores do maior amor que existe.
Só vivendo para saber. Venha viver esta experiência.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sem vocação (e nem paciência) para Garota Enxaqueca

“Se você quer brigar e acha que com isso estou sofrendo
Se enganou meu bem [...]
O meu coração é do tamanho de um trem.” (1)




Nunca entendi essa coisa de “ficar de mal”. Nunca fez sentido.
Minha mãe conta que desde criança eu não era do tipo de ficar emburrada. Levava um sermão, chorava, ia para o quarto brava, e meia hora depois estava pedindo desculpas, esquecendo a briga.
Prefiro me desculpar mesmo quando eu sei que estou certa. Penso que vale bem mais ser feliz do que ter razão e não vejo a possibilidade de ser feliz tendo alguém chateado comigo.
Não há nada mais libertador do que pedir perdão, até mesmo quando o perdão seja negado.
Acho até gostoso poder dizer de vez em quando: “a culpa é minha”. Parece que isso nos dá um certo poder sobre a própria vida. Se a culpa é do outro, eu condiciono o meu bem estar a alguma reparação que o outro me deve, e isso nem sempre vai acontecer. A forma como eu me sinto tem que depender só de mim, de mais ninguém.
O Pe. João Mohana, no maravilhoso livro “O mundo e eu” (1), fala que uma briga evitada é como se alguém tentasse te atirar lama e você desviasse. O único que sobra com as mãos sujas é o outro, não você.
Experimentei recentemente uma situação assim, nada de muito grave, quase uma besteira. Exercitei a arte de deixar a pessoa ficar brava e dar um tempo para então tentar resolver (sim, porque tentar argumentar com alguém de cabeça quente é verdadeira idiotice). Quando tive a oportunidade, procurei a pessoa, disse que sentia muito e que gostaria que quando ela estivesse chateada comigo, se dirigisse diretamente a mim. Não fui muito bem recebida. Porém, passado um tempo, eu é que fui procurada com um pedido de perdão e um abraço. Abraço que nos libertou uma da outra.
Pessoas que cultivam mágoas antigas, que remoem velhas discussões ficam presas ao seus contendores. É realmente interessante, pessoas brigadas ficam sempre esperando umas pelas outras, ou seja, voluntariamente prendem-se umas as outras. Ui! Deus me livre, ou melhor, Ele realmente me livra de ser assim.
Aprendi cedo que ficar brigado com alguém é a maior perda de tempo possível. O conflito não faz com que nosso opositor seja vaporizado, ou seja, vamos ter que continuar convivendo, e, assim, mais cedo ou mais tarde a briga vai acabar. Então por que não mais cedo?
É claro que com isso não quero dizer que se deve passar a vida inteira engolindo sapos.
Há momentos em que as coisas devem ser ditas, precisam ficar claras.
Há incômodos que não podem ser ignorados, sob pena de prejudicar até a nossa saúde.
Mas tudo pode ser falado com jeito, diretamente com os implicados, afinal, como eu sempre repito, na maior parte do tempo as pessoas só estão vivendo a própria vida, não estão querendo nos prejudicar.
O que sempre pode piorar a situação é tratar do assunto com pessoas que não sejam as principais interessadas. Falatório é realmente jogar lenha na fogueira e pode transformar um pequeno mal entendido em uma enorme confusão.
É isso. A vida é tão simples, para que complicar?
Não tenho vocação para garota enxaqueca!


(1)    Do tipo que cabe uma penteadeira! rs
(2)    MOHANA, João. O mundo e eu. 8 ed. Agir, 1989.