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quinta-feira, 20 de junho de 2013

MÚSICA DO DIA: Revolution - Beatles

"We all want to change the world
But when you talk about destruction
Don't you know that you can count me out?"



quarta-feira, 10 de abril de 2013

DOZALUNO/MÚSICA DO DIA: "O homem é o lobo do homem"

Olha aí a sugestão do Lucas, música da Pitty que nos faz pensar nos comentários sobre a obra de Hobbes e Locke, Estado de Natureza e Contratualismo.


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Música do dia: The Head and the Heart - Sounds Like Hallelujah

Adoro como lá pelas tantas parece que já é outra música mas ainda é a mesma.
E a vida não é um tanto assim também? Lá vem ela toda alegrinha, de repente escurece..., mas é sempre a mesma vida.

Hearing what you're saying for the first time...





Sounds Like Hallelujah

The Head And The Heart

(One, two, one two three four)
I'm just waitin' on the sun
To close his eyes and call it a night
So we can put all our differences aside
I'm just waitin' on the moon
With all the stars and all its gloom
We can watch it fall right back in to place
So I won't keep myself around
Just to keep you warm
Woo-oo-oo-oo
Woo-oo-oo-oo
Ooh-oo-oo
Woo-oo-oo-oo
Woo-oo-oo ooh-oo-oo
Momma don't put no gun in my hand
I don't wanna end up like these men
Momma don't put no gun in my hand
I don't wanna end up like these men
I'm not walkin' away
I'm just hearin' what you're sayin'
For the first time
Sounds like hallelujah for the first time
For the first time
Sounds like hallelujah for the first time
And I'll miss you someday
I'll miss you someday
I'll miss you someday
I'll miss you someday
I'll miss you someday
I'll miss you
I'm not walkin' away
I'm just hearin' what you're sayin'
For the first time
Sounds like hallelujah for the first time
For the first time
Singin' hallelujah for the first time

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

MÚSICA PARA O NATAL: George Harrison - Here Comes The Sun

"Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas; e vós saireis e saltareis como bezerros da estrebaria". Ml 4:2 


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

CRIMINOLOGIA - Meios Institucionais e Objetivos Culturais (ou: "não ouçam sertanejo aluninhos")




     Dentro do processo de deslegitimação da Ideologia da Defesa Social, é possível confrontar o Princípio do Bem e do Mal com a Teoria Estrutural Funcionalista e da Anomia.

     O princípio afirma que a sociedade seria perfeitamente dividida entre bem e mal, enquanto a teoria vem demonstrar que mesmo o bem tem o mal em sua estrutura e que o mal (criminalidade), cumpriria alguma função necessária à sociedade, sendo parte de sua estrutura.

     O desvio é produto da estrutura social, tanto quanto o comportamento adequado às normas. Merton transforma a teoria da anomia de Durkheim em teoria da criminalidade, fala da contradição entre estrutura social e cultura, esta propõe metas e comportamentos para alcançar tais metas. A estrutura social dá ou não acesso a estas metas. Esta desproporção está na origem dos crimes.

     Observa-se que algumas metas que indicariam o sucesso são sugeridas pela cultura à toda a sociedade, notadamente pelos meios de comunicação social. Sugere-se que o indivíduo bem sucedido seria aquele que já alcançou, por exemplo: conforto financeiro, beleza e bem estar físico, aperfeiçoamento intelectual e fama, status ou reconhecimento.

     Para atingir as referidas metas ou objetivos culturais existem os chamados meios institucionais, ou seja, as maneiras julgadas adequadas para se chegar até os objetivos. Assim, para enriquecer o meio institucional seria o trabalho, herança ou sorte; para o bem-estar físico e um ideal estético, o meio seria ter hábitos saudáveis, exercitar-se, alimentar-se bem, etc; para o progresso intelectual o meio é o estudo e para a fama o caminho seria o talento.
            
     Ocorre que nem todas as pessoas encontram-se à mesma distância de tais metas, e algum momento da vida percebem que, lançando mão dos meios institucionais talvez jamais atinjam as metas culturais. Cada indivíduo então responde de uma forma a esta percepção.

     Robert Merton propõe 5 formas de adequação à tal distância:

a)        Conformidade: possibilita a sociedade, aceita meios e fins. O indivíduo dedica-se aos meios institucionais para, por meio deles, atingir as metas culturais.

b)        Inovação: adere aos fins sem respeito aos meios. Comportamento criminoso, extratos sociais inferiores estão mais expostos. Condutas que configuram verdadeiros atalhos entre os meios institucionais e os fins culturais.

c)         Ritualismo: respeito formal aos meios, sem perseguir os fins. Basta o ritual, basta a aparência de perquirir os mesmos objetivos do restante da sociedade.

d)        Apatia/Evasão/Retração: nega fins e meios. Procura uma vida alternativa, retirando-se da sociedade e seus modelos.

e)    Rebelião: propõe novos fins e novos meios. Não apenas nega mas afirma outros. Deseja uma nova sociedade para si e para os demais.

MODO DE ADAPTAÇÃO
OBJETIVOS CULTURAIS
MEIOS INSTITUCIONAIS
I. Conformidade
+
+
II. Inovação
+
_
III. Ritualismo
_
+
IV. Evasão
_
_
V. Rebelião
+/_
+/_

     O raciocínio acima exposto pode conduzir a errônea conclusão de que aquele que opta pelo comportamento conformista seria ingênuo por acreditar que dedicando-se aos meios institucionais chegaria aos fins culturais. Certamente nem sempre aquele que faz tal opção será plenamente bem sucedido, mas quando o é, o sucesso é estável, concreto.
     Por outro lado, quem adota o comportamento inovador obtém sucesso transitório, efêmero, frágil.
     No comportamento inovador encaixamos o comportamento criminoso. Os que obtém o enriquecimento sem causa, oriundo do crime, precisarão muitas vezes continuar na carreira delitiva para ocultar os resultados de um primeiro crime, não lhes sendo possível gozar do sucesso com a mesma tranquilidade que faz o conformista.
     Tome-se também o exemplo daqueles que procuram a fama fácil ingressando em reality shows ou que são mero produto da indústria de uma época, tais como cantores de “arrocha” ou “sertanejo universitário” que, para se fazer conhecer, precisam indicar os próprios nomes nas letras das suas músicas, quando artistas realmente talentosos serão lembrados décadas após o final de suas carreiras ou seu falecimento (como são exemplos os que aparecem na figura acima).



quarta-feira, 3 de outubro de 2012

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

CRIMINOLOGIA E MÚSICA DO DIA: Músicas sobre o "Mal-Estar" na vida urbana

Aqui vão algumas músicas que tratam um pouco sobre a superficialidade dos laços na vida urbana, o que está diretamente relacionado as nossas reflexões sobre a Escola de Chicago.

Alguém lembra de mais músicas sobre este tema?

Aqui tem Pearl Jam, Radiohead (que poderia ter várias), Red Hot Chilli Peppers, Ira, Engenheiros do Hawai e Criolo...



Fake Plastic Trees Radiohead
A green plastic watering can
For a fake chinese rubber plant
In the fake plastic earth

That she bought from a rubber man
In a town full of rubber plans
To get rid of itself

It wears her out, it wears her out
It wears her out, it wears her out

She lives with a broken man
A cracked polystyrene man
Who just crumbles and burns

He used to do surgery
For girls in the eighties
But gravity always wins

And it wears him out, it wears him out
It wears him out, it wears him out

She looks like the real thing
She tastes like the real thing
My fake plastic love

But I can't help the feeling
I could blow through the ceiling
If I just turn and run

And it wears me out, it wears me out
It wears me out, it wears me out

And if I could be who you wanted
If I could be who you wanted
All the time, all the time 

Falsas árvores de plásticos
Um regador verde de plástico
Para uma falsa planta chinesa de borracha
Na Terra artificial de plástico

Que ela comprou de um homem de borracha
Em uma cidade cheia de planos de borracha
Para se livrar de si mesma

Isto a desgasta, isto a desgasta
Isto a desgasta, isto a desgasta

Ela mora com um homem falido
Um homem de poliestireno rachado
Que apenas se esfarela e queima

Ele costumava fazer cirurgias
Em garotas nos anos oitenta
Mas a gravidade sempre vence

E isto o desgasta, isto o desgasta
Isto o desgasta, isto o desgasta

Ela parece ser real
Ela tem sabor de real
Meu amor artificial de plástico

Mas não posso evitar o sentimento
Eu explodiria através do teto
se eu apenas me virasse e corresse

E Isto me desgasta, isto me desgasta
Isto me desgasta, isto me desgasta

Se eu pudesse ser quem você procura
Se eu pudesse ser quem você procura
o tempo todo, o tempo todo


http://www.vagalume.com.br/radiohead/fake-plastic-trees-traducao.html#ixzz25SuQpIVe





I Am Mine Pearl Jam
The selfish, they're all standing in line
Faithing and hoping to buy themselves time
Me, I figure as each breath goes by
I only own my mind

The North is to South what the clock is to time
There's east and there's west and there's everywhere life
I know I was born and I know that I'll die
The in between is mine
I am mine

And the feeling, it gets left behind
All the innocence lost at one time
Significant, between the lines
There's no need to hide...
We're safe tonight

The ocean is full 'cause everyone's crying
The full moon is looking for friends at high tide
The sorrow grows bigger when the sorrow's denied
I only know my mind
I am mine

And the meaning, it gets left behind
All the innocents lost at one time
Significant, behind the eyes
There's no need to hide...
We're safe tonight

And the feelings that get left behind
All the innocence broken with lies
Significant between the lines
We may need to hide

And the meanings that get left behind
All the innocents lost at one time
We're all diferent behind the eyes
There's no need to hide

(yeah) 

Eu pertenço a mim Pearl Jam
Os egoístas estão todos em fila
Acreditando e esperando comprar tempo
Eu imagino como cada suspiro passa
Eu apenas possuo minha mente

O norte é para o sul o que o relógio é para o tempo
Existe o leste e existe o oeste e existe vida em todo lugar
Eu sei que nasci e sei que vou morrer
O que existe no meio me pertence
Eu sou meu

E o sentimento, fica para trás
Toda a inocência perdida de uma vez
Importância entre as frases
Não existe motivo para se esconder
Nós estamos a salvo esta noite

O oceano está cheio porque todos estão chorando
A lua cheia está a procura de amigos na maré-alta
A tristeza fica maior quando a tristeza é negada
Eu apenas conheço minha mente
Eu pertenço a mim

E o significado, fica para trás
Todos os inocentes perdidos de uma vez
Significante atrás dos olhos
Não existe motivo para se esconder...
Nós estamos a salvo esta noite

E os sentimentos que ficam para trás
Toda a inocência quebrada por mentiras
Significância, entre as linhas
Nós podemos precisar nos esconder

E os sentimentos que ficam para trás
Os os inocentes perdidos de uma vez
Nós somos todos diferentes atrás dos olhos
Não existe motivo para se esconder


http://www.vagalume.com.br/pearl-jam/i-am-mine-traducao.html#ixzz25SZ3pOGD




Under The Bridge Red Hot Chili Peppers
Sometimes I feel like I don't have a partner
Sometimes I feel like my only friend
Is the city I live in, the city of angels
Lonely as I am, together we cry

I drive on her streets 'cause she's my companion
I walk through her hills 'cause she knows who I am
She sees my good deeds and she kisses me windy
I never worry, now that is a lie.

Well, I don't ever wanna feel like I did that day
Take me to the place I love, take me all the way
I don't ever wanna feel like I did that day
Take me to the place I love, take me all the way, yeah, yeah, yeah

It's hard to believe that there's nobody out there
It's hard to believe that I'm all alone
At least I have her love, the city she loves me
Lonely as I am, together we cry

Well, I don't ever wanna feel like I did that day
Take me to the place I love, take me all the way
Well, I don't ever wanna feel like I did that day
Take me to the place I love, take me all the way, yeah, yeah, yeah
oh no, no, no, yeah, yeah
love me, I say, yeah yeah

(under the bridge downtown)
(is where I drew some blood)
is where I drew some blood

(under the bridge downtown)
(I could not get enough)
I could not get enough

(under the bridge downtown)
(forgot about my love)
forgot about my love

(under the bridge downtown)
(I gave my life away)
I gave my life away yeah, yeah yeah

(away)
no, no, no, yeah, yeah

(away)
no, no, no say, yeah, yeah

(away)
But I'll stay 

Debaixo da Ponte Red Hot Chili Peppers
Às vezes eu sinto que não tenho um companheiro
Às vezes eu sinto como se fosse meu único amigo
É a cidade em que vivo, a cidade dos anjos
Sozinho como eu estou, juntos nós choramos

Eu dirijo em suas ruas pois ela é minha companhia
Eu ando pelas suas colinas pois ela sabe quem eu sou
Ela vê meus feitos bons e ela me beija com o vento
Eu nunca me preocupo agora que é uma mentira

Bem, eu não quero nunca me sentir como me senti naquele dia
Me leve ao lugar que amo me leve embora
Bem, eu não quero nunca me sentir como me senti naquele dia
Me leve ao lugar que amo me leve embora
É difícil acreditar Que não há ninguém lá fora
É difícil acreditar Que estou totalmente só
Pelo menos tenho seu amor, A cidade me ama
Sozinho como estou Juntos nós choramos

Eu não quero me sentir como me senti naquele dia
Me leve ao lugar que amo me leve embora
Eu não quero me sentir como me senti naquele dia
Me leve ao lugar que amo me leve embora yeah, yeah, yeahoh no, no, no, yeah, yeah
Me ame, eu disse, yeah yeah

(Debaixo da ponte, centro da cidade)
(É onde eu derramei um pouco de sangue)
É onde eu derramei um pouco de sangue

(Debaixo da ponte, centro da cidade)
(Eu não poderia ter o bastante)
Eu não poderia ter o bastante

(Debaixo da ponte, centro da cidade)
(Esqueci do meu amor)
Esqueci do meu amor

(Debaixo da ponte, centro da cidade)
(Eu entreguei minha vida)
Eu entreguei minha vida, yeah, yeah, yeah

(Entreguei)
Não, não, não, yeah, yeah

(Entreguei)
Não, não, não disse, yeah, yeah

(Entreguei)
Mas eu vou ficar


http://www.vagalume.com.br/red-hot-chili-peppers/under-the-bridge-traducao.html#ixzz25SPnQ8iW







Não Existe Amor Em Sp

Criolo

Não existe amor em SP
Um labirinto místico
Onde os grafites gritam
Não dá pra descrever
Numa linda frase
De um postal tão doce
Cuidado com doce
São Paulo é um buquê
Buquês são flores mortas
Num lindo arranjo
Arranjo lindo feito pra você
Não existe amor em SP
Os bares estão cheios de almas tão vazias
A ganância vibra, a vaidade excita
Devolva minha vida e morra afogada em seu próprio mar de fel
Aqui ninguém vai pro céu
Não precisa morrer pra ver Deus
Não precisa sofrer pra saber o que é melhor pra você
Encontro duas nuvens em cada escombro, em cada esquina
Me dê um gole de vida
Não precisa morrer pra ver Deus





Envelheço na Cidade Ira!
Mais um ano que se passa
Mais um ano sem você
Já não tenho a mesma idade
Envelheço na cidade

Essa vida é jogo rápido
Para mim ou pra você
Mais um ano que se passa
Eu não sei o que fazer

Juventude se abraça
Se une pra esquecer
Um feliz aniversário
Para mim ou pra você

Feliz aniversário
Envelheço na cidade
Feliz aniversário
Envelheço na cidade

Meus amigos, minha rua
As garotas da minha rua
Não sinto, não os tenho
Mais um ano sem você

As garotas desfilando
Os rapazes a beber
Já não tenho a mesma idade
Não pertenço a ninguém

Juventude se abraça
Se une pra esquecer
Um feliz aniversário
Para mim ou pra você

Feliz aniversário
Envelheço na cidade
Feliz aniversário
Envelheço na cidade


http://www.vagalume.com.br/ira/envelheco-na-cidade.html#ixzz25STQcD71

terça-feira, 15 de maio de 2012

LEITURA DA SEMANA: Identidade - Zygmunt Bauman

Inaugurando um espaço novo aqui no blog e também para me impor a obrigatoriedade de manter uma carga de leitura mais constante, passarei a contar e eventualmente comentar, aquilo que eu estiver lendo no momento.

Na verdade nunca estou lendo um livro só... Se meu único criado não fosse mudo, ele diria: "Ai minhas costas!"

Entre todas as leituras por que pularei de semana em semana, escolherei alguma ou algumas e seus trechos, para sugerir aqui.

No momento, estou adorando um livrinho do Zygmunt Baumann, chamado "Identidade" e todas as suas reflexões sobre ainda termos a possibilidade do sentimento de pertença nos tempos da modernidade líquida.



"Lugares em que o sentimento de pertencimento era tradicionalmente investido (trabalho, família, vizinhança) são indisponíveis ou indignos de confiança, de modo que é improvável que façam calar sede por convívio ou aplaquem o medo da solidão e do abandono. Daí a crescente demanda pelo que poderíamos chamar de 'comunidades guarda roupa' [...] As comunidades guarda roupa são reunidas enquanto dura o espetáculo e prontamente desfeitas quando os espectadores apanham os seus casacos nos cabides. [...] Quando a qualidade o deixa na mão ou não está disponível, você tende a procurar a redenção na quantidade".

Entre minhas manias mais antigas está sempre ler a última frase do livro antes de começar a ler. A última do Identidade é "Tente, o máximo possível, evitar este problema." Não é pra ficar louco para terminar de uma vez?


As provocações me fizeram lembrar de uma música do álbum mais novo do Teatro Mágico: "Eu não sei na verdade quem eu sou".

Eu Não Sei Na Verdade Quem Eu Sou O Teatro Mágico
Eu não sei na verdade quem eu sou
já tentei calcular o meu valor
Mas sempre encontro sorriso e o meu paraíso é onde estou
Por que a gente é desse jeito?
criando conceito pra tudo que restou
Meninas são bruxas e fadas
Palhaço é um homem todo pintado de piadas
Céu azul é o telhado do mundo inteiro
Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro
Mas eu não sei na verdade quem eu sou
Já tentei calcular o meu valor
Mas sempre encontro sorriso
E o meu paraíso é onde estou
Eu não sei... na verdade quem eu sou
Descobrir
Da onde veio a vida
por onde entrei
Deve haver uma saída
mas tudo fica sustentado
Pela fé
Na verdade ninguém
Sabe o que é

Velhinhos são crianças nascidas faz tempo
com água e farinha colo figurinha e foto em documento
Escola! É onde a gente aprende palavrão...
Tambor no meu peito faz o batuque do meu coração

Mas eu não sei na verdade quem eu sou
Já tentei calcular o meu valor
E sempre encontro sorriso... e o meu paraíso é onde estou
Eu não sei na verdade quem eu sou

Perceber que a cada minuto
tem um olho chorando de alegria e outro chorando de luto
tem louco pulando o muro, tem corpo pegando doença
tem gente rezando no escuro, tem gente sentindo ausência

Meninas são bruxas e fadas
Palhaço é um homem todo pintado de piadas
Céu azul é o telhado do mundo inteiro
Sonho é uma coisa que guardo dentro do meu travesseiro
http://www.vagalume.com.br/o-teatro-magico/eu-nao-sei-na-verdade-quem-eu-sou.html#ixzz1uy9NVxtK

sábado, 28 de abril de 2012

"Chove lá fora..."




Os dias de chuva não são os meus preferidos.

Mas não posso negar que também eles têm a sua beleza.

O cinza de fora ajuda a pensar nos cinzas de dentro, afinal, a vida não é feita só de colorido e de dias ensolarados.



Quando a vida nos traz mau tempo, deveríamos nos comportar de forma semelhante ao que fazemos nos dias de chuva.



Não sair de casa desnecessariamente. A tempestade é um excelente motivo para passar um tempo sozinho, em silêncio, reorganizando pensamentos.



Se deixar teu cantinho for inevitável, vá com calma. O trânsito, na chuva, fica bem mais difícil, exige atenção e paciência. A vida, nas tormentas, também é assim. É difícil encontrar vaga para estacionar, os vidros embaçam, tudo fica mais lento. Pressa, num momento difícil, vai só piorar as coisas. Se você sair correndo é possível que molhe muitos pedestres pelo caminho. Só quem já foi um pedestre desavisado ao lado de uma poça em um dia de chuva vai entender o que estou dizendo. Cuidado com quem você atinge com a pressa para sair do aguaceiro.



Mantenha as luzes acesas. Não importa se ainda é dia, você vai precisar de mais luzes para se virar em tempos escuros. Lembrar quem você é e quem você quer ser, será o melhor farol. Ouvir bons conselhos funcionará como “olhos de gato” ao longo do caminho.



Caso você realmente se encharque na chuva, isso não é tão grave.
O certo, tanto em relação às chuvas, quanto aos momentos difíceis, é que, da mesma forma que é impossível uma vida inteira sem eles, eles passam.



A chuva pode ser uma grande oportunidade de exibir por aí o teu guarda chuva mais colorido e mostrar que quem decide as cores da tua vida, é você.



E, a seguir, no melhor estilo “qualéamúsica”, se a palavra é chuva, aí vai a melhor música:

Raindrops Keep Falling on My Head Burt Bacharach
Raindrops falling on my head
And just like the guy whose feet are too big for his bed
Nothin' seems to fit
Those raindrops are falling on my head, they keep falling

So I just did me some talkin' to the sun
And I said I didn't like the way he' got things done
Sleepin' on the job
Those raindrops are falling on my head, they keep falling

But there's one thing I know
The blues they send to meet me won't defeat me
It won't be long till happiness steps up to greet me

Raindrops keep falling on my head
But that doesn't mean my eyes will soon be turnin' red
Crying's not for me
Cause I'm never gonna stop the rain by complainin'
Because I'm free
Nothing's worrying me.

It won´t be long till happiness steps up to greet me

Raindrops keep falling on my head
But that doesn't mean my eyes will soon be turnin' red
Crying's not for me
Cause I'm never gonna stop the rain by complainin'
Because I'm free
Nothing's worrying me.


http://www.vagalume.com.br/burt-bacharach/raindrops-keep-falling-on-my-head.html#ixzz1tNDMKQ6v


terça-feira, 24 de abril de 2012

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

DOZALUNO: Faroeste Caboclo e Criminologia

A partir da dica enviada pelo Jurbo Oliveira, é possível retirar algumas provocações criminológicas na música Faroeste Caboclo.

Nunca fui grande fã do Legião Urbana e minha fase adolescente de ficar tentando repetidamente decorar a bendita música passou logo, mas realmente os vídeos são divertidinhos e a relação com alguns dos comentários que fazemos nas aulas de Criminologia são evidentes.

Destaco abaixo alguns pontos:

Subculturas Criminais, Associações Diferenciais ("desde criança só pensava em ser bandido"). Vemos ainda a valorização dentro da subcultura justamente dos comportamentos e características que levariam o agente a ser reprimido fora dela.

Busca por objetivos culturais distantes ("ver o mar e as coisas que ele via na televisão"), é a justificativa, conforme Robert Merton, para o crime. Aqueles que não conseguem chegar aos objetivos culturais usando os meios institucionais, podem adaptar-se a tal distância com o comportamento inovador, em que podemos encaixar o crime.

Mergulho no papel de criminoso, inserção na carreira desviante ("aos 15 foi mandado ao reformatório, aonde aumentou seu ódio diante de tanto terror". Efeito estigmatizante da pena e seu papel na continuidade da carreira delitiva.

Discriminações.

Trabalhava e mal conseguia se alimentar. Ausência do Estado ("ouvia no noticiário que o seu ministro ia ajudar").

Tráfico, roubos e "para o inferno ele foi pela primeira vez" e "agora santo cristo era bandido" (novamente a continuidade da carreira desviante a partir da punição).

O desejo de se inserir no padrão de "normalidade", casando e tendo filhos com Maria Lúcia.


E por fim, talvez a frase mais interessante:
"A alta burguesia da cidade não acreditou na história que eles viram na TV." (Apreciação dos fatos partindo de pontos de vista e sistemas de valores diversos, por isso a impossibilidade de julgar a subjetividade e as escolhas feitas pelo criminoso).




segunda-feira, 21 de novembro de 2011

CIÊNCIA POLÍTICA - ADMIRÁVEL MUNDO NOVO

"Os dias se passaram. O sucesso subiu à cabeça de Bernard e, nessa operação, reconciliou-o completamente (como devia fazer um bom intoxicante) com um mundo que até então ele julgava muito insatisfatório. Enquanto fosse considerado importante, a ordem das coisas parecia-lhe boa." (Aldous Huxley)


A seguir, boas músicas que nos ajudam a pensar na diluição da individualidade na coletividade.









sexta-feira, 16 de setembro de 2011

CRIMINOLOGIA E MÚSICA PARA A SEMANA: Trechos "psicanalíticos"


Freud, apreciador de literatura, também percebia que toda a influência de um mundo interior desconhecido em cada pessoa sempre foi prevista pelos poetas que manifestaram o que agora ele tentava explicar.

E já vale como a música para a sexta-feira!

"Uma poesia ártica,
clara, é isso que eu desejo.
Uma prática pálida,
três versos de gelo.
Uma frase-superfície
onde vida-frase alguma
não seja mais possível.
Frase, não, Nenhuma.
Uma lira nula,
reduzida ao puro mínimo,
um piscar do espírito,
a única coisa única.
Mas falo. E, ao falar, provoco
nuvens de equívocos
(ou enxame de monólogos?)
Sim, inverno, estamos vivos." (Paulo Leminski)

“there is a place in the heart that
will never be filled
a space
and even during the
best moments
and
the greatest
times
we will know it
we will know it
more than
ever
there is a place in the heart that
will never be filled
and
we will wait
and
wait
in that space” (Charles Bukowski)
[1]

Herman Hesse, “Tratado do Lobo da Estepe”:
 “nele o homem e o lobo não caminhavam juntos, mas apenas permaneciam em contínua e mortal inimizade e um vivia apenas para causar dano ao outro, e quando há dois inimigos mortais num mesmo sangue e na mesma alma, então a vida é uma desgraça. Bem, cada qual tem seu fado, e nenhum deles é leve”.

"Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
Chegamos? Não chegamos?
- Partimos. Vamos. Somos.
 (Sebastião da Gama)

“Uma lata existe para conter algo,
Mas quando o poeta diz lata
Pode estar querendo dizer o incontível
Uma meta existe para ser um alvo,
Mas quando o poeta diz meta
Pode estar querendo dizer o inatingível
Por isso não se meta a exigir do poeta
Que determine o conteúdo em sua lata
Na lata do poeta tudo-nada cabe,
Pois ao poeta cabe fazer
Com que na lata venha caber
O incabível
Deixe a meta do poeta, não discuta,
Deixe a sua meta fora da disputa
Meta dentro e fora, lata absoluta
Deixe-a simplesmente metáfora” (Gilberto Gil)

"Lutar com a palavra é a luta mais vã, no entanto lutamos mal rompe a manhã." (Carlos Drummond de Andrade)

“Tudo o que quer me dar/É demais/É pesado/Não há paz.
Tudo o que quer de mim/Irreais/Expectativas/ Desleais
Mesmo que se segure/Quero que se cure/Desta pessoa que o aconselha” 
(Vanessa Da Mata, Bem Harper)

“É preciso amor pra poder pulsar” (Almir Sater e Renato Teixeira)

“Mesmo quando ele consegue o que ele quis,  quando tem já não quer!  Acha alguma coisa nova na TV  o que não pode ter. E deixa de gostar,  larga mão do que ele já tem.  Passa então a amar  tudo aquilo que não ganhou” (Rodrigo Amarante)
“Tudo que morre fica vivo na lembrança, como é difícil viver carregando um cemitério na cabeça” (Alvaro Prieto Lopes, Bruno Castro Gouveis e outros). 

“Vivo condenado a fazer o que não quero
Então bem comportado às vezes eu me desespero
Se faço alguma coisa sempre alguém vem me dizer
Que isso ou aquilo não se deve fazer
Restam meus botões...
Já não sei mais o que é certo
E como vou saber
O que eu devo fazer
Que culpa tenho eu
Me diga amigo meu
Será que tudo o que eu gosto É ilegal, é imoral ou engorda” (Roberto Carlos/ Erasmo Carlos)

“Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara já não é minha
Não vou me adaptar” (Nando Reis)

 Novamente Herman Hesse: “Para alcançar isto, ou para, afinal, ser capaz de tentar o salto no desconhecido, teria um lobo da estepe de defrontar-se algumas vezes consigo mesmo, olhar profundamente o caos de sua própria alma e chegar à plena consciência de si mesmo. Sua existência enigmática revelar-se-ia então para ele em toda sua invariabilidade e ser-lhe-ia impossível para sempre no futuro escapar do inferno de seus impulsos e refugiar-se em consolos filosóficos e sentimentais. Seria necessário que o homem e o lobo se conhecessem mutuamente sem falsas máscaras sentimentais, que se fitassem nos olhos em toda a sua nudez. Então explodiriam ou se separariam para sempre, de modo que não voltariam a existir lobos da estepe ou chegariam a bons termos à luz nascente do humor”.

“As palavras são prisões capazes de receber múltiplos conteúdos” (Bergson)


Eu quis te conhecer, mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
Pode ser cruel a eternidade
Eu ando em frente por sentir vontade
Eu quis te convencer, mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Eu ando em frente por sentir saudade (Marcelo Camelo)


[1]              Há um lugar no coração, que nunca estará completo, um espaço, e mesmo nos melhores momentos e nos grandes tempos, nós saberemos disto, nós saberemos disto mais do que nunca, há um lugar no coração que nunca estará completo, e nós esperaremos e esperaremos neste lugar. Em: – Essa loucura roubada que não desejo a ninguém a não ser a mim mesmo amém.