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quarta-feira, 10 de abril de 2013
DOZALUNO/MÚSICA DO DIA: "O homem é o lobo do homem"
Olha aí a sugestão do Lucas, música da Pitty que nos faz pensar nos comentários sobre a obra de Hobbes e Locke, Estado de Natureza e Contratualismo.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
DOZALUNO - Criminologia, objetivos culturais, modelos de adaptação individual...
Grande contribuição da Jocieli, que inclusive até já sugeriu a pergunta para a prova:
"Ó prof. Patricia uma questão para prova: "O crime é fruto do descompasso entre os meios institucionais e os fins culturais". Relacione o quadrinho com a afirmação de Merton."
Vai que resolvo aceitar a idéia dela?...
"Ó prof. Patricia uma questão para prova: "O crime é fruto do descompasso entre os meios institucionais e os fins culturais". Relacione o quadrinho com a afirmação de Merton."
Vai que resolvo aceitar a idéia dela?...
*
"Dozaluno" é o espaço aqui no blog para compartilhar as contribuições enviadas
por meus alunos.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
DOZALUNO - De quem é o Poder?
Contribuição da Marina Schlegel
* "Dozaluno" é o espaço no blog, aberto às contribuições interessantes enviadas por meus alunos.
quinta-feira, 1 de março de 2012
DOZALUNO: Sentença interessante
Contribuição enviada pelo Helio, do 4º período.
O que acham da criatividade do juiz?
Tempo de espera em fila gera dano moral?
O juiz Rosaldo Elias Pacagnan, do 1º Juizado Especial Cível da Comarca de Cascavel (PR), recorreu à Bíblia e a um personagem de histórias em quadrinhos para rejeitar uma ação movida por um advogado que pretendia ser indenizado pelo banco Bradesco por esperar 38 minutos na fila de atendimento.
"Tudo tem seu tempo determinado", sentenciou o juiz, citando o texto bíblico de Eclesiastes. "Há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de colher o que se plantou". Na sentença, o magistrado emendou: "Há tempo de ficar na fila, conforme-se com isso".
Para Pacagnan, "o dano moral não está posto para ser parametrizado pelos dengosos ou hipersensíveis". Ele afirmou isso porque o autor colocou na petição que qualquer ser humano com capacidade de sentir emoção "conseguirá perceber que não estamos diante de mero dissabor do cotidiano" ao se referir à demora do atendimento.
O magistrado reconheceu que a demora causou estresse, perda de tempo, angústia e até ausência para a realização de necessidades básicas, mas afirmou que desde que ele --o próprio juiz-- se "conhece por gente", se considera bem humano e não tem redoma de vidro para protegê-lo.
O que acham da criatividade do juiz?
Tempo de espera em fila gera dano moral?
Está hoje em : http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2012/02/29/juiz-recorre-a-biblia-para-negar-indenizacao-por-espera-em-banco.jhtm 29/02/2012 - 18h29 | da Folha.com LUIZ CARLOS DA CRUZ COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE CASCAVEL (PR)
O juiz Rosaldo Elias Pacagnan, do 1º Juizado Especial Cível da Comarca de Cascavel (PR), recorreu à Bíblia e a um personagem de histórias em quadrinhos para rejeitar uma ação movida por um advogado que pretendia ser indenizado pelo banco Bradesco por esperar 38 minutos na fila de atendimento.
"Tudo tem seu tempo determinado", sentenciou o juiz, citando o texto bíblico de Eclesiastes. "Há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de colher o que se plantou". Na sentença, o magistrado emendou: "Há tempo de ficar na fila, conforme-se com isso".
Para Pacagnan, "o dano moral não está posto para ser parametrizado pelos dengosos ou hipersensíveis". Ele afirmou isso porque o autor colocou na petição que qualquer ser humano com capacidade de sentir emoção "conseguirá perceber que não estamos diante de mero dissabor do cotidiano" ao se referir à demora do atendimento.
O magistrado reconheceu que a demora causou estresse, perda de tempo, angústia e até ausência para a realização de necessidades básicas, mas afirmou que desde que ele --o próprio juiz-- se "conhece por gente", se considera bem humano e não tem redoma de vidro para protegê-lo.
"Aliás, o único sujeito que conheço que anda com essa tal redoma de vidro é o Astronauta, personagem das histórias em quadrinhos do Murício de Souza; ele sim, não pega fila, pois vive mais no espaço sideral do que na Terra", diz a sentença.
As filas, segundo o juiz, integram o cotidiano e são indesejáveis, porém, toleráveis. "Nem tudo pode ser na hora, pra já, imediatamente, tampouco em cinco ou dez minutos! Nem aqui, nem na China", escreveu.
Pacagnan disse ainda, na sentença, que o Poder Judiciário está sendo entupido "com a mania de judicializar as pequenas banalidades".
LEGISLAÇÃO
No Paraná, a Lei Estadual 13.400/2001 estabelece um limite máximo de 20 minutos para o atendimento em agências bancárias. Nas vésperas e após feriados, o prazo se estende para 30 minutos. A lei também vale para espera em caixas de supermercados.
As denúncias devem ser feitas no Procon e podem render multas que variam de mil a 10 mil UFIRs (Unidade Fiscal de Referência).
O advogado Éden Osmar da Rocha Junior disse que vai recorrer da sentença.
"Apesar de ser um bom juiz, que dá sentenças bem fundamentadas, desta vez ele não foi feliz", disse.
As filas, segundo o juiz, integram o cotidiano e são indesejáveis, porém, toleráveis. "Nem tudo pode ser na hora, pra já, imediatamente, tampouco em cinco ou dez minutos! Nem aqui, nem na China", escreveu.
Pacagnan disse ainda, na sentença, que o Poder Judiciário está sendo entupido "com a mania de judicializar as pequenas banalidades".
LEGISLAÇÃO
No Paraná, a Lei Estadual 13.400/2001 estabelece um limite máximo de 20 minutos para o atendimento em agências bancárias. Nas vésperas e após feriados, o prazo se estende para 30 minutos. A lei também vale para espera em caixas de supermercados.
As denúncias devem ser feitas no Procon e podem render multas que variam de mil a 10 mil UFIRs (Unidade Fiscal de Referência).
O advogado Éden Osmar da Rocha Junior disse que vai recorrer da sentença.
"Apesar de ser um bom juiz, que dá sentenças bem fundamentadas, desta vez ele não foi feliz", disse.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
DOZALUNO: Faroeste Caboclo e Criminologia
A partir da dica enviada pelo Jurbo Oliveira, é possível retirar algumas provocações criminológicas na música Faroeste Caboclo.
Nunca fui grande fã do Legião Urbana e minha fase adolescente de ficar tentando repetidamente decorar a bendita música passou logo, mas realmente os vídeos são divertidinhos e a relação com alguns dos comentários que fazemos nas aulas de Criminologia são evidentes.
Destaco abaixo alguns pontos:
Subculturas Criminais, Associações Diferenciais ("desde criança só pensava em ser bandido"). Vemos ainda a valorização dentro da subcultura justamente dos comportamentos e características que levariam o agente a ser reprimido fora dela.
Busca por objetivos culturais distantes ("ver o mar e as coisas que ele via na televisão"), é a justificativa, conforme Robert Merton, para o crime. Aqueles que não conseguem chegar aos objetivos culturais usando os meios institucionais, podem adaptar-se a tal distância com o comportamento inovador, em que podemos encaixar o crime.
Mergulho no papel de criminoso, inserção na carreira desviante ("aos 15 foi mandado ao reformatório, aonde aumentou seu ódio diante de tanto terror". Efeito estigmatizante da pena e seu papel na continuidade da carreira delitiva.
Discriminações.
Trabalhava e mal conseguia se alimentar. Ausência do Estado ("ouvia no noticiário que o seu ministro ia ajudar").
Tráfico, roubos e "para o inferno ele foi pela primeira vez" e "agora santo cristo era bandido" (novamente a continuidade da carreira desviante a partir da punição).
O desejo de se inserir no padrão de "normalidade", casando e tendo filhos com Maria Lúcia.
E por fim, talvez a frase mais interessante:
"A alta burguesia da cidade não acreditou na história que eles viram na TV." (Apreciação dos fatos partindo de pontos de vista e sistemas de valores diversos, por isso a impossibilidade de julgar a subjetividade e as escolhas feitas pelo criminoso).
DOZALUNO - "Presentinho"
Essa eu "ganhei" hoje da Sophia Klüber
* "Dozaluno" é o espaço aqui no blog para compartilhar as contribuições enviadas por meus alunos.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Nova Sessão no Blog: "DOZALUNO"
Então vamos lá inaugurar uma sessão aqui no blog.
Costumo receber dicas, links e muitas sugestões
muito interessantes, enviadas por alunos.
Daí o marcador "dozaluno"!
Fiquem todos à vontade para enviar sugestões de
todo tipo: filmes, livros, músicas, textos e notícias relacionados às aulas,
etc, será tudo compartilhado por aqui.
A tirinha abaixo veio da Raiana Barbosa, que
astutamente observou a relação entre a tirinha e a Teoria do Labelling
Approach.
A referida teoria trabalha principalmente com a
noção de que a qualidade de criminoso não é ontológica ao indivíduo assim
considerado ou às condutas que pratica e sim fruto da reação social à conduta.
Muda-se
o foco dos “bad actors” para os “powerfull reactors”.
Desvio
é um processo em que um grupo interpreta um comportamento como desviante,
definem uma pessoa que assim se comporte como desviante e acionam um tratamento
a dada pessoa.
Além disso, os Crimes
do colarinho branco são os mais comuns entre as chamadas “Cifras Ocultas” ou
“Douradas”.
Há
diferenças na atuação do sistema contra estes crimes, o que se justifica por
fatores de 3 naturezas:
- Social
- Jurídico-formal
-
Econômica
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