domingo, 20 de janeiro de 2013

Com quem andas...




"A conclusão da semana foi: não ser como meus amigos..."

Foi o que me disse um amigo, refletindo sobre como anda se sentindo e sobre coisas que lhe andaram acontecendo.
Depois de alguns dias convivendo com alguns dos meus amigos, de diferentes épocas e rodas, lembrei daquele comentário e pensei: “preciso ser mais como os meus amigos.”

Tenho amigos de infância, amigos do tempo de faculdade, amigos do trabalho, amigos da Igreja (principalmente do Cursilho).

São amigos de todo tipo, homens e mulheres, de longe e de perto, solteiros e casados, jovens e mais velhos, alunos e ex-alunos... cada um me traz sempre algo de que preciso.

Tenho muitos amigos em cuja vida e caráter posso me inspirar.

Tenho muitos amigos de coração, ouvidos e casas abertas para mim sempre.

Tenho muitos amigos que sempre sabem o que dizer e sempre vivem o que dizem.

Tenho muita gente especial ao meu redor e são eles que dão cores a minha vida.

Gente que mostra o que há de bom em mim e que me ajuda a ser melhor.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

SOBRE O TEMPO E O NOVO ANO



Pensamentos sobre o tempo e sobre o novo ano, furtados da minha amiga Ana Maria Ribeiro:


" Há um momento para tudo e um tempo para todo propósito debaixo do céu" (Ecl3,1)


O capítulo 03 do livro do Eclesiastes ( 1-8) nos lembra que, na vida, há um tempo para cada coisa. Entretanto, nós, seres humanos nem sempre conseguimos entender essa verdade bíblica. Isso se deve ao fato de que vivemos em uma sociedade imediatista e que busca respostas para tudo segundo seus próprios critérios, ignorando, assim, a ação e o tempo de Deus. No entanto, é necessário ter paciência e respeitar o ciclo natural da vida para compreendermos que nem tudo acontece segundo nossa própria vontade.
A vida é marcada por ciclos que norteiam a caminhada e o cotidiano de toda pessoa. Os ciclos ajudam a perceber que é necessário recomeçar sempre, porém, sem desconsiderar cada etapa já vivida ou celebrada. Estamos, agora, iniciando um novo ano. Nesse período é comum ouvirmos dizer: "como o ano passou rápido", "não tive tempo para fazer tudo o que tinha planejado", "preciso dar mais tempo à minha família", "não tive tempo para cuidar de mim", enfim ouvimos lamentações e lamúrias pelo ano que se foi ou pelas coisas que não foram realizadas e, muitas vezes, nós nos esquecemos de pensar no ano que estamos começando.
Por isso, é preciso planejar, organizar, programar aquilo que será feito neste novo ano. Do contrário, ao chegarmos ao final dele, ouviremos ou diremos as mesmas coisas que realmente são ditas e ouvidas em relação a cada ano que termina.
Diante das constantes mudanças pelas quais a sociedade, o mundo - e também cada pessoa - passam, é necessário recomeçar sempre. Porém, isso nem sempre é fácil. A cada ano que se inicia temos a oportunidade de rever nossos valores, conceitos, prioridades, gestos, atitudes e escolhas. Essa revisão precisa ser levada muito a sério, pois é a partir dela que iremos guiar nossas vidas. É preciso, então, termos a coragem de admitir que, em algumas vezes, tomamos a decisão errada, magoamos, ofendemos, machucamos familiares e amigos com palavras agressivas e, por isso, é preciso mudar. 
O que não podemos perder de vista é a necessidade de vivermos todos os momentos com respeito e responsabilidade, pois, cada momento é único e irrepetível. Há circunstâncias que nos marcam para toda a vida, seja positiva ou negativamente e, por isso, é conveniente que aprendamos com os fatos, alegrando-nos com as coisas boas e buscando não recair nos mesmos erros e equívocos.
Como nos diz o Eclesiastes, "há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar a planta. Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de destruir e tempo de construir. Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de gemer, e tempo de bailar. Tempo de atirar pedras, e tempo de recolher pedras; tempo de abraçar, e tempo de se separar. Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de jogar fora. Tempo de rasgar, e tempo de costurar; tempo de calar e tempo de falar. Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra,e tempo de paz" (Ecl 3,2-8)
Que neste ano de 2013 saibamos respeitar o tempo para que tudo aconteça segundo a vontade de Deus. Que possamos aprender com as perdas e as alegrias. Que tenhamos confiança diante das quedas e decepções. Que possamos sorrir com as conquistas e as vitórias. Que a luta pela vida plena de todos os seres humanos seja a nossa maior bandeira. Que sejamos reconhecidos pelo amor e pelo bem que fizermos aos outros. Que, enfim, em tudo, DEUS SEJA NOSSO MESTRE E GUIA. 
Um bom recomeço a todos e que Nossa Senhora, Mãe de Deus, seja nossa companheira de jornada. 
Shalom!!!!!!!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

MÚSICA PARA O NATAL: George Harrison - Here Comes The Sun

"Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas; e vós saireis e saltareis como bezerros da estrebaria". Ml 4:2 


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

CRIMINOLOGIA - Meios Institucionais e Objetivos Culturais (ou: "não ouçam sertanejo aluninhos")




     Dentro do processo de deslegitimação da Ideologia da Defesa Social, é possível confrontar o Princípio do Bem e do Mal com a Teoria Estrutural Funcionalista e da Anomia.

     O princípio afirma que a sociedade seria perfeitamente dividida entre bem e mal, enquanto a teoria vem demonstrar que mesmo o bem tem o mal em sua estrutura e que o mal (criminalidade), cumpriria alguma função necessária à sociedade, sendo parte de sua estrutura.

     O desvio é produto da estrutura social, tanto quanto o comportamento adequado às normas. Merton transforma a teoria da anomia de Durkheim em teoria da criminalidade, fala da contradição entre estrutura social e cultura, esta propõe metas e comportamentos para alcançar tais metas. A estrutura social dá ou não acesso a estas metas. Esta desproporção está na origem dos crimes.

     Observa-se que algumas metas que indicariam o sucesso são sugeridas pela cultura à toda a sociedade, notadamente pelos meios de comunicação social. Sugere-se que o indivíduo bem sucedido seria aquele que já alcançou, por exemplo: conforto financeiro, beleza e bem estar físico, aperfeiçoamento intelectual e fama, status ou reconhecimento.

     Para atingir as referidas metas ou objetivos culturais existem os chamados meios institucionais, ou seja, as maneiras julgadas adequadas para se chegar até os objetivos. Assim, para enriquecer o meio institucional seria o trabalho, herança ou sorte; para o bem-estar físico e um ideal estético, o meio seria ter hábitos saudáveis, exercitar-se, alimentar-se bem, etc; para o progresso intelectual o meio é o estudo e para a fama o caminho seria o talento.
            
     Ocorre que nem todas as pessoas encontram-se à mesma distância de tais metas, e algum momento da vida percebem que, lançando mão dos meios institucionais talvez jamais atinjam as metas culturais. Cada indivíduo então responde de uma forma a esta percepção.

     Robert Merton propõe 5 formas de adequação à tal distância:

a)        Conformidade: possibilita a sociedade, aceita meios e fins. O indivíduo dedica-se aos meios institucionais para, por meio deles, atingir as metas culturais.

b)        Inovação: adere aos fins sem respeito aos meios. Comportamento criminoso, extratos sociais inferiores estão mais expostos. Condutas que configuram verdadeiros atalhos entre os meios institucionais e os fins culturais.

c)         Ritualismo: respeito formal aos meios, sem perseguir os fins. Basta o ritual, basta a aparência de perquirir os mesmos objetivos do restante da sociedade.

d)        Apatia/Evasão/Retração: nega fins e meios. Procura uma vida alternativa, retirando-se da sociedade e seus modelos.

e)    Rebelião: propõe novos fins e novos meios. Não apenas nega mas afirma outros. Deseja uma nova sociedade para si e para os demais.

MODO DE ADAPTAÇÃO
OBJETIVOS CULTURAIS
MEIOS INSTITUCIONAIS
I. Conformidade
+
+
II. Inovação
+
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III. Ritualismo
_
+
IV. Evasão
_
_
V. Rebelião
+/_
+/_

     O raciocínio acima exposto pode conduzir a errônea conclusão de que aquele que opta pelo comportamento conformista seria ingênuo por acreditar que dedicando-se aos meios institucionais chegaria aos fins culturais. Certamente nem sempre aquele que faz tal opção será plenamente bem sucedido, mas quando o é, o sucesso é estável, concreto.
     Por outro lado, quem adota o comportamento inovador obtém sucesso transitório, efêmero, frágil.
     No comportamento inovador encaixamos o comportamento criminoso. Os que obtém o enriquecimento sem causa, oriundo do crime, precisarão muitas vezes continuar na carreira delitiva para ocultar os resultados de um primeiro crime, não lhes sendo possível gozar do sucesso com a mesma tranquilidade que faz o conformista.
     Tome-se também o exemplo daqueles que procuram a fama fácil ingressando em reality shows ou que são mero produto da indústria de uma época, tais como cantores de “arrocha” ou “sertanejo universitário” que, para se fazer conhecer, precisam indicar os próprios nomes nas letras das suas músicas, quando artistas realmente talentosos serão lembrados décadas após o final de suas carreiras ou seu falecimento (como são exemplos os que aparecem na figura acima).



quarta-feira, 3 de outubro de 2012