Pensamentos sobre o tempo e sobre o novo ano, furtados da minha amiga Ana Maria Ribeiro:
" Há um momento para tudo e um tempo para todo propósito debaixo do céu" (Ecl3,1)
O capítulo 03 do livro do Eclesiastes ( 1-8) nos lembra que, na vida, há um tempo para cada coisa. Entretanto, nós, seres humanos nem sempre conseguimos entender essa verdade bíblica. Isso se deve ao fato de que vivemos em uma sociedade imediatista e que busca respostas para tudo segundo seus próprios critérios, ignorando, assim, a ação e o tempo de Deus. No entanto, é necessário ter paciência e respeitar o ciclo natural da vida para compreendermos que nem tudo acontece segundo nossa própria vontade.
A vida é marcada por ciclos que norteiam a caminhada e o cotidiano de toda pessoa. Os ciclos ajudam a perceber que é necessário recomeçar sempre, porém, sem desconsiderar cada etapa já vivida ou celebrada. Estamos, agora, iniciando um novo ano. Nesse período é comum ouvirmos dizer: "como o ano passou rápido", "não tive tempo para fazer tudo o que tinha planejado", "preciso dar mais tempo à minha família", "não tive tempo para cuidar de mim", enfim ouvimos lamentações e lamúrias pelo ano que se foi ou pelas coisas que não foram realizadas e, muitas vezes, nós nos esquecemos de pensar no ano que estamos começando.
Por isso, é preciso planejar, organizar, programar aquilo que será feito neste novo ano. Do contrário, ao chegarmos ao final dele, ouviremos ou diremos as mesmas coisas que realmente são ditas e ouvidas em relação a cada ano que termina.
Diante das constantes mudanças pelas quais a sociedade, o mundo - e também cada pessoa - passam, é necessário recomeçar sempre. Porém, isso nem sempre é fácil. A cada ano que se inicia temos a oportunidade de rever nossos valores, conceitos, prioridades, gestos, atitudes e escolhas. Essa revisão precisa ser levada muito a sério, pois é a partir dela que iremos guiar nossas vidas. É preciso, então, termos a coragem de admitir que, em algumas vezes, tomamos a decisão errada, magoamos, ofendemos, machucamos familiares e amigos com palavras agressivas e, por isso, é preciso mudar.
O que não podemos perder de vista é a necessidade de vivermos todos os momentos com respeito e responsabilidade, pois, cada momento é único e irrepetível. Há circunstâncias que nos marcam para toda a vida, seja positiva ou negativamente e, por isso, é conveniente que aprendamos com os fatos, alegrando-nos com as coisas boas e buscando não recair nos mesmos erros e equívocos.
Como nos diz o Eclesiastes, "há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar a planta. Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de destruir e tempo de construir. Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de gemer, e tempo de bailar. Tempo de atirar pedras, e tempo de recolher pedras; tempo de abraçar, e tempo de se separar. Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de jogar fora. Tempo de rasgar, e tempo de costurar; tempo de calar e tempo de falar. Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra,e tempo de paz" (Ecl 3,2-8)
Que neste ano de 2013 saibamos respeitar o tempo para que tudo aconteça segundo a vontade de Deus. Que possamos aprender com as perdas e as alegrias. Que tenhamos confiança diante das quedas e decepções. Que possamos sorrir com as conquistas e as vitórias. Que a luta pela vida plena de todos os seres humanos seja a nossa maior bandeira. Que sejamos reconhecidos pelo amor e pelo bem que fizermos aos outros. Que, enfim, em tudo, DEUS SEJA NOSSO MESTRE E GUIA.
Um bom recomeço a todos e que Nossa Senhora, Mãe de Deus, seja nossa companheira de jornada.
"Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas; e vós saireis e saltareis como bezerros da estrebaria". Ml 4:2
Dentro
do processo de deslegitimação da Ideologia da Defesa Social, é possível
confrontar o Princípio do Bem e do Mal com a Teoria Estrutural Funcionalista e
da Anomia.
O
princípio afirma que a sociedade seria perfeitamente
dividida entre bem e mal, enquanto a teoria vem demonstrar que mesmo o bem tem
o mal em sua estrutura e que o mal (criminalidade), cumpriria alguma função
necessária à sociedade, sendo parte de sua estrutura.
O
desvio é produto da estrutura social, tanto quanto o comportamento adequado às
normas. Merton transforma a teoria da anomia de Durkheim em teoria da
criminalidade, fala da contradição entre estrutura social e cultura, esta
propõe metas e comportamentos para alcançar tais metas. A estrutura social dá
ou não acesso a estas metas. Esta desproporção está na origem dos crimes.
Observa-se
que algumas metas que indicariam o sucesso são sugeridas pela cultura à toda a
sociedade, notadamente pelos meios de comunicação social. Sugere-se que o
indivíduo bem sucedido seria aquele que já alcançou, por exemplo: conforto
financeiro, beleza e bem estar físico, aperfeiçoamento intelectual e fama,
status ou reconhecimento.
Para atingir
as referidas metas ou objetivos culturais existem os chamados meios
institucionais, ou seja, as maneiras julgadas adequadas para se chegar até os
objetivos. Assim, para enriquecer o meio institucional seria o trabalho,
herança ou sorte; para o bem-estar físico e um ideal estético, o meio seria ter
hábitos saudáveis, exercitar-se, alimentar-se bem, etc; para o progresso
intelectual o meio é o estudo e para a fama o caminho seria o talento.
Ocorre
que nem todas as pessoas encontram-se à mesma distância de tais metas, e algum
momento da vida percebem que, lançando mão dos meios institucionais talvez
jamais atinjam as metas culturais. Cada indivíduo então responde de uma forma a esta
percepção.
Robert
Merton propõe 5 formas de adequação à tal distância:
a)Conformidade:
possibilita a sociedade, aceita meios e fins. O indivíduo dedica-se aos meios
institucionais para, por meio deles, atingir as metas culturais.
b)Inovação:
adere aos fins sem respeito aos meios. Comportamento criminoso, extratos
sociais inferiores estão mais expostos. Condutas que configuram verdadeiros
atalhos entre os meios institucionais e os fins culturais.
c)Ritualismo:
respeito formal aos meios, sem perseguir os fins. Basta o ritual, basta a
aparência de perquirir os mesmos objetivos do restante da sociedade.
d)Apatia/Evasão/Retração:
nega fins e meios. Procura uma vida alternativa, retirando-se da sociedade e
seus modelos.
e) Rebelião:
propõe novos fins e novos meios. Não apenas nega mas afirma outros. Deseja uma
nova sociedade para si e para os demais.
MODO DE ADAPTAÇÃO
OBJETIVOS
CULTURAIS
MEIOS
INSTITUCIONAIS
I. Conformidade
+
+
II. Inovação
+
_
III. Ritualismo
_
+
IV. Evasão
_
_
V. Rebelião
+/_
+/_
O
raciocínio acima exposto pode conduzir a errônea conclusão de que aquele que
opta pelo comportamento conformista seria ingênuo por acreditar que
dedicando-se aos meios institucionais chegaria aos fins culturais. Certamente nem
sempre aquele que faz tal opção será plenamente bem sucedido, mas quando o é, o
sucesso é estável, concreto.
Por outro
lado, quem adota o comportamento inovador obtém sucesso transitório, efêmero,
frágil.
No
comportamento inovador encaixamos o comportamento criminoso. Os que obtém o
enriquecimento sem causa, oriundo do crime, precisarão muitas vezes continuar na carreira
delitiva para ocultar os resultados de um primeiro crime, não lhes
sendo possível gozar do sucesso com a mesma tranquilidade que faz o
conformista.
Tome-se
também o exemplo daqueles que procuram a fama fácil ingressando em reality shows ou que são mero produto da
indústria de uma época, tais como cantores de “arrocha” ou “sertanejo
universitário” que, para se fazer conhecer, precisam indicar os próprios nomes
nas letras das suas músicas, quando artistas realmente talentosos serão
lembrados décadas após o final de suas carreiras ou seu falecimento (como são exemplos os que aparecem na figura acima).
Foi a pergunta que Jesus fez ao
paralítico às margens da piscina de Betesda. O doente primeiramente atribui sua
dificuldade ao fato de nunca ter alguém que o colocasse na piscina para ser
curado. Jesus então ordena: “Levanta-te, toma o teu leito, e anda”. E ele foi
curado[1].
Há alguns dias andei enfrentando um
pouco de deserto. A gente sabe que faz parte da vida uns momentos de dúvida,
altos e baixos, decepções, faltas... Mas apesar de sabermos, há vezes em que
não conseguimos assimilar e organizar os pensamentos com facilidade e fiquei um
tanto paralisada.
Talvez o maior susto foi um dia
que uma amiga comentou: “você já melhorou né? Tá com uma carinha melhor...”, e
eu percebi que eu não queria ter melhorado. Eu queria continuar triste, eu
queria continuar ruminando, eu queria, talvez, que continuassem se preocupando
comigo para, quem sabe, alguém resolver o que estava me incomodando.
Só que ninguém resolve.
Eu tenho certeza de que conto com
muitas pessoas que fariam de tudo para nunca me verem triste, mas há situações
em que ninguém pode fazer nada, a não ser eu.
Até que chega o ponto em que você
tem que encarar a pergunta: “Quer ser curado? Quer que isso passe? Ou vai
continuar esperando que alguém te jogue na piscina?”
Até que chega o ponto em que você
levanta, pega o leito e anda, porque não é culpa de ninguém se você ainda não
fez isso.
Acho interessante o detalhe do
paralítico levar o leito com ele. Ele não deixa o passado totalmente para trás,
ele não esquece. Mas acontece que
carregar o leito é bem diferente de passar o resto da vida deitado sobre ele.
Carregar o leito é entender que
certas dificuldades nunca nos abandonarão, é admitir vazios que serão nossa
companhia, ausências que não serão preenchidas, mas que mesmo assim é possível andar.
Há sim na vida acontecimentos e
sentimentos absolutamente sem sentido. Fatos não têm sentido. Pessoas dão
sentido aos fatos.
“É a maneira pela qual vivemos um
acontecimento que o vai transformar num sepulcro ou numa porta”.[2]
Aqui vão algumas músicas que tratam um pouco sobre a superficialidade dos laços na vida urbana, o que está diretamente relacionado as nossas reflexões sobre a Escola de Chicago.
Alguém lembra de mais músicas sobre este tema?
Aqui tem Pearl Jam, Radiohead (que poderia ter várias), Red Hot Chilli Peppers, Ira, Engenheiros do Hawai e Criolo...
The selfish, they're all standing in line
Faithing and hoping to buy themselves time
Me, I figure as each breath goes by
I only own my mind
The North is to South what the clock is to time
There's east and there's west and there's everywhere life
I know I was born and I know that I'll die
The in between is mine
I am mine
And the feeling, it gets left behind
All the innocence lost at one time
Significant, between the lines
There's no need to hide...
We're safe tonight
The ocean is full 'cause everyone's crying
The full moon is looking for friends at high tide
The sorrow grows bigger when the sorrow's denied
I only know my mind
I am mine
And the meaning, it gets left behind
All the innocents lost at one time
Significant, behind the eyes
There's no need to hide...
We're safe tonight
And the feelings that get left behind
All the innocence broken with lies
Significant between the lines
We may need to hide
And the meanings that get left behind
All the innocents lost at one time
We're all diferent behind the eyes
There's no need to hide
Os egoístas estão todos em fila
Acreditando e esperando comprar tempo
Eu imagino como cada suspiro passa
Eu apenas possuo minha mente
O norte é para o sul o que o relógio é para o tempo
Existe o leste e existe o oeste e existe vida em todo lugar
Eu sei que nasci e sei que vou morrer
O que existe no meio me pertence
Eu sou meu
E o sentimento, fica para trás
Toda a inocência perdida de uma vez
Importância entre as frases
Não existe motivo para se esconder
Nós estamos a salvo esta noite
O oceano está cheio porque todos estão chorando
A lua cheia está a procura de amigos na maré-alta
A tristeza fica maior quando a tristeza é negada
Eu apenas conheço minha mente
Eu pertenço a mim
E o significado, fica para trás
Todos os inocentes perdidos de uma vez
Significante atrás dos olhos
Não existe motivo para se esconder...
Nós estamos a salvo esta noite
E os sentimentos que ficam para trás
Toda a inocência quebrada por mentiras
Significância, entre as linhas
Nós podemos precisar nos esconder
E os sentimentos que ficam para trás
Os os inocentes perdidos de uma vez
Nós somos todos diferentes atrás dos olhos
Não existe motivo para se esconder
Sometimes I feel like I don't have a partner
Sometimes I feel like my only friend
Is the city I live in, the city of angels
Lonely as I am, together we cry
I drive on her streets 'cause she's my companion
I walk through her hills 'cause she knows who I am
She sees my good deeds and she kisses me windy
I never worry, now that is a lie.
Well, I don't ever wanna feel like I did that day
Take me to the place I love, take me all the way
I don't ever wanna feel like I did that day
Take me to the place I love, take me all the way, yeah, yeah, yeah
It's hard to believe that there's nobody out there
It's hard to believe that I'm all alone
At least I have her love, the city she loves me
Lonely as I am, together we cry
Well, I don't ever wanna feel like I did that day
Take me to the place I love, take me all the way
Well, I don't ever wanna feel like I did that day
Take me to the place I love, take me all the way, yeah, yeah, yeah
oh no, no, no, yeah, yeah
love me, I say, yeah yeah
(under the bridge downtown)
(is where I drew some blood)
is where I drew some blood
(under the bridge downtown)
(I could not get enough)
I could not get enough
(under the bridge downtown)
(forgot about my love)
forgot about my love
(under the bridge downtown)
(I gave my life away)
I gave my life away yeah, yeah yeah
Às vezes eu sinto que não tenho um companheiro
Às vezes eu sinto como se fosse meu único amigo
É a cidade em que vivo, a cidade dos anjos
Sozinho como eu estou, juntos nós choramos
Eu dirijo em suas ruas pois ela é minha companhia
Eu ando pelas suas colinas pois ela sabe quem eu sou
Ela vê meus feitos bons e ela me beija com o vento
Eu nunca me preocupo agora que é uma mentira
Bem, eu não quero nunca me sentir como me senti naquele dia
Me leve ao lugar que amo me leve embora
Bem, eu não quero nunca me sentir como me senti naquele dia Me leve ao lugar que amo me leve embora
É difícil acreditar Que não há ninguém lá fora
É difícil acreditar Que estou totalmente só
Pelo menos tenho seu amor, A cidade me ama
Sozinho como estou Juntos nós choramos
Eu não quero me sentir como me senti naquele dia
Me leve ao lugar que amo me leve embora
Eu não quero me sentir como me senti naquele dia Me leve ao lugar que amo me leve embora yeah, yeah, yeahoh no, no, no, yeah, yeah
Me ame, eu disse, yeah yeah
(Debaixo da ponte, centro da cidade)
(É onde eu derramei um pouco de sangue)
É onde eu derramei um pouco de sangue
(Debaixo da ponte, centro da cidade)
(Eu não poderia ter o bastante)
Eu não poderia ter o bastante
(Debaixo da ponte, centro da cidade)
(Esqueci do meu amor)
Esqueci do meu amor
(Debaixo da ponte, centro da cidade)
(Eu entreguei minha vida)
Eu entreguei minha vida, yeah, yeah, yeah
Não existe amor em SP
Um labirinto místico
Onde os grafites gritam
Não dá pra descrever
Numa linda frase
De um postal tão doce
Cuidado com doce
São Paulo é um buquê
Buquês são flores mortas
Num lindo arranjo
Arranjo lindo feito pra você
Não existe amor em SP
Os bares estão cheios de almas tão vazias
A ganância vibra, a vaidade excita
Devolva minha vida e morra afogada em seu próprio mar de fel
Aqui ninguém vai pro céu
Não precisa morrer pra ver Deus
Não precisa sofrer pra saber o que é melhor pra você
Encontro duas nuvens em cada escombro, em cada esquina
Me dê um gole de vida
Não precisa morrer pra ver Deus