A seguir, boas músicas que nos ajudam a pensar na diluição da individualidade na coletividade.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
CIÊNCIA POLÍTICA - ADMIRÁVEL MUNDO NOVO
"Os dias se passaram. O sucesso subiu à cabeça de Bernard e, nessa operação, reconciliou-o completamente (como devia fazer um bom intoxicante) com um mundo que até então ele julgava muito insatisfatório. Enquanto fosse considerado importante, a ordem das coisas parecia-lhe boa." (Aldous Huxley)
A seguir, boas músicas que nos ajudam a pensar na diluição da individualidade na coletividade.
A seguir, boas músicas que nos ajudam a pensar na diluição da individualidade na coletividade.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Oração em preparação para os 50 anos de MCC Brasil
ORAÇÃO DE PREPARAÇÃO PARA O JUBILEU DE OURO DA PRESENÇA DO MOVIMENTO DE CURSILHOS DE CRISTANDADE NA IGREJA DO BRASIL
Senhor, neste tempo em que nos preparamos para celebrar o Jubileu de Ouro da presença do Movimento de Cursilhos de Cristandade em nosso país, queremos viver uma experiência de profunda Ação de Graças.
Agradecemos a Deus Pai que inspirou, a um grupo de sacerdotes e leigos, a peregrinação de milhares de jovens a Santiago de Compostela, fazendo assim nascer a semente, deste movimento que se tornaria verdadeira benção para a Igreja e providencial instrumento de renovação cristã na transformação evangélica dos ambientes.
Agradecemos a Deus Filho, pois, a partir do encontro pessoal com Ele e do seguimento de suas pegadas, em comunhão com aqueles que Ele instituiu como Pastores, temos buscado cumprir nossa missão, sendo fermento, sal e luz.
Agradecemos a Deus Espírito Santo que não cessa de oferecer à Igreja o dom de Pentecostes, capaz de conceder aos que o pedem, o ardor e o entusiasmo para relançar, com fidelidade e audácia, a missão transformadora deste Movimento que nos quer discípulos missionários, fiéis ao nosso carisma de formadores de pequenas comunidades de fé.
A São Paulo Apóstolo, nosso celestial Patrono e modelo, pedimos que nos inspire na tarefa de evangelizar nossa cultura, tão distanciada dos valores anunciados por Jesus, e nos ajude a mostrar a face do Mestre a todos os homens e mulheres, sobretudo aos que se distanciaram do caminho que a Ele conduz.
A Maria, Mãe da Igreja e primeira discípula missionária, pedimos que nos acolha e nos guarde em sua maternal proteção, ajudando-nos a renovar nosso compromisso de construtores do Reino. Amém.
domingo, 30 de outubro de 2011
É inútil ter certeza
Há momentos na vida em que é necessário ter coragem de perceber que está na hora de começar algo novo. Não porque as coisas estejam ruins, bem pelo contrário, mas apenas porque elas continuam iguais.
Apesar de reconhecer que “somos quem podemos ser”, não devemos esquecer os “sonhos que podemos ter.”
Procurar novas pessoas, lugares, saberes, pode nos fazer sentir “um estrangeiro, passageiro de algum trem que não passa por aqui.” Mas em vários lugares o trem passa sim e é possível ser um dos passageiros.
Custa um pouco sair do comodismo, e dói bastante perceber que “eu posso estar completamente enganado, eu posso estar correndo pro lado errado.” Mas o socrático saber que nada se sabe continua valendo alguma coisa, “a dúvida é o preço da pureza e é inútil ter certeza.”
Estar entre pessoas que estudam, pensam e escrevem tantas coisas diferentes (até entre gente que ama os Beatles e os Rolling Stones [e o Radiohead] e os incluem em um congresso de direito!), é ao mesmo tempo um desafio e um incentivo. “Há tantos quadros na parede, há tantas formas de se ver o mesmo quadro.”
Para que serve o Direito? Precisamos mesmo dele? Pode ele me dizer: “não corra, não morra, não fume”, por mais sensatos que sejam tais conselhos?
E teriam estes que tanto estudam a faculdade de prescrever aos outros qual seria a melhor vida? Não estaríamos assim todos nos distanciando das pessoas “reais”? Há momentos em que é quase necessário avisar “Desligue o telefone se eu ficar muito abstrato.” Ou ainda: “ouça o que eu digo, não ouça ninguém.”
Mas alguém há de colocar alguns parâmetros, alguma linha ou regra, afinal “se num jogo não há juiz, não há jogada fora da lei.”
De minha parte estou decidida: não importa se até agora só toquei o primeiro acorde da canção, “a gente escreve o resto sem muita pressa, com muita precisão.”
As dúvidas vão se multiplicar, mas “quem duvida da vida tem culpa e quem evita a dúvida também tem.”
Os sonhos que eu posso ter não estão “tão longe que eu não possa ver”, mesmo ainda não estando “tão perto que eu possa tocar.”
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
CRIMINOLOGIA E MÚSICA PARA A SEMANA: Trechos "psicanalíticos"
Freud, apreciador de literatura, também percebia que toda a influência de um mundo interior desconhecido em cada pessoa sempre foi prevista pelos poetas que manifestaram o que agora ele tentava explicar.
E já vale como a música para a sexta-feira!
"Uma poesia ártica,
clara, é isso que eu desejo.
Uma prática pálida,
três versos de gelo.
Uma frase-superfície
onde vida-frase alguma
não seja mais possível.
Frase, não, Nenhuma.
Uma lira nula,
reduzida ao puro mínimo,
um piscar do espírito,
a única coisa única.
Mas falo. E, ao falar, provoco
nuvens de equívocos
(ou enxame de monólogos?)
Sim, inverno, estamos vivos." (Paulo Leminski)
clara, é isso que eu desejo.
Uma prática pálida,
três versos de gelo.
Uma frase-superfície
onde vida-frase alguma
não seja mais possível.
Frase, não, Nenhuma.
Uma lira nula,
reduzida ao puro mínimo,
um piscar do espírito,
a única coisa única.
Mas falo. E, ao falar, provoco
nuvens de equívocos
(ou enxame de monólogos?)
Sim, inverno, estamos vivos." (Paulo Leminski)
“there is a place in the heart that
will never be filled
a space
and even during the
best moments
and
the greatest
times
we will know it
we will know it
more than
ever
there is a place in the heart that
will never be filled
and
we will wait
and
wait
in that space” (Charles Bukowski) [1]
will never be filled
a space
and even during the
best moments
and
the greatest
times
we will know it
we will know it
more than
ever
there is a place in the heart that
will never be filled
and
we will wait
and
wait
in that space” (Charles Bukowski) [1]
Herman Hesse, “Tratado do Lobo da Estepe”:
“nele o homem e o lobo não caminhavam juntos, mas apenas permaneciam em contínua e mortal inimizade e um vivia apenas para causar dano ao outro, e quando há dois inimigos mortais num mesmo sangue e na mesma alma, então a vida é uma desgraça. Bem, cada qual tem seu fado, e nenhum deles é leve”.
"Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
Chegamos? Não chegamos?
- Partimos. Vamos. Somos.
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
Chegamos? Não chegamos?
- Partimos. Vamos. Somos.
(Sebastião da Gama)
“Uma lata existe para conter algo,
Mas quando o poeta diz lata
Pode estar querendo dizer o incontível
Uma meta existe para ser um alvo,
Mas quando o poeta diz meta
Pode estar querendo dizer o inatingível
Por isso não se meta a exigir do poeta
Que determine o conteúdo em sua lata
Na lata do poeta tudo-nada cabe,
Pois ao poeta cabe fazer
Com que na lata venha caber
O incabível
Deixe a meta do poeta, não discuta,
Deixe a sua meta fora da disputa
Meta dentro e fora, lata absoluta
Deixe-a simplesmente metáfora” (Gilberto Gil)
"Lutar com a palavra é a luta mais vã, no entanto lutamos mal rompe a manhã." (Carlos Drummond de Andrade)
“Tudo o que quer me dar/É demais/É pesado/Não há paz.
Tudo o que quer de mim/Irreais/Expectativas/ Desleais
Mesmo que se segure/Quero que se cure/Desta pessoa que o aconselha”
(Vanessa Da Mata, Bem Harper)
“É preciso amor pra poder pulsar” (Almir Sater e Renato Teixeira)
“Mesmo quando ele consegue o que ele quis, quando tem já não quer! Acha alguma coisa nova na TV o que não pode ter. E deixa de gostar, larga mão do que ele já tem. Passa então a amar tudo aquilo que não ganhou” (Rodrigo Amarante)
“Tudo que morre fica vivo na lembrança, como é difícil viver carregando um cemitério na cabeça” (Alvaro Prieto Lopes, Bruno Castro Gouveis e outros).
“Vivo condenado a fazer o que não quero
Então bem comportado às vezes eu me desespero
Se faço alguma coisa sempre alguém vem me dizer
Que isso ou aquilo não se deve fazer
Restam meus botões...
Já não sei mais o que é certo
E como vou saber
O que eu devo fazer
Que culpa tenho eu
Me diga amigo meu
Será que tudo o que eu gosto É ilegal, é imoral ou engorda” (Roberto Carlos/ Erasmo Carlos)
“Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara já não é minha
Não vou me adaptar” (Nando Reis)
Novamente Herman Hesse: “Para alcançar isto, ou para, afinal, ser capaz de tentar o salto no desconhecido, teria um lobo da estepe de defrontar-se algumas vezes consigo mesmo, olhar profundamente o caos de sua própria alma e chegar à plena consciência de si mesmo. Sua existência enigmática revelar-se-ia então para ele em toda sua invariabilidade e ser-lhe-ia impossível para sempre no futuro escapar do inferno de seus impulsos e refugiar-se em consolos filosóficos e sentimentais. Seria necessário que o homem e o lobo se conhecessem mutuamente sem falsas máscaras sentimentais, que se fitassem nos olhos em toda a sua nudez. Então explodiriam ou se separariam para sempre, de modo que não voltariam a existir lobos da estepe ou chegariam a bons termos à luz nascente do humor”.
“As palavras são prisões capazes de receber múltiplos conteúdos” (Bergson)
Eu quis te conhecer, mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
Pode ser cruel a eternidade
Eu ando em frente por sentir vontade
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
Pode ser cruel a eternidade
Eu ando em frente por sentir vontade
Eu quis te convencer, mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Eu ando em frente por sentir saudade (Marcelo Camelo)
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Eu ando em frente por sentir saudade (Marcelo Camelo)
[1] Há um lugar no coração, que nunca estará completo, um espaço, e mesmo nos melhores momentos e nos grandes tempos, nós saberemos disto, nós saberemos disto mais do que nunca, há um lugar no coração que nunca estará completo, e nós esperaremos e esperaremos neste lugar. Em: – Essa loucura roubada que não desejo a ninguém a não ser a mim mesmo amém.
domingo, 31 de julho de 2011
Para a Tia Isa
“Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé”.
Poucas pessoas poderiam repetir como suas essas palavras escritas por São Paulo a Timóteo.
Tia Isa foi uma dessas poucas pessoas.
Uma vida toda dedicada ao Jesus com quem cultivou profunda intimidade, adquirida com horas e horas diante do Sacrário, sendo muitas destas horas vividas dentro dos Cursilhos.
Uma ausência que sempre será sentida e relembrada a cada vez que cursilhistas estiverem reunidos, a cada vez que cantarmos nossas músicas, a cada vez que rezarmos o terço que ela ensinou a tanta gente.
Diante de uma vida tão bonita, quase não há o que se lamentar na morte, a não ser a saudade.
Tia Isa costumava ensinar que de Deus só obtemos amor, pois é impossível que da mesma fonte saísse água doce e salgada ao mesmo tempo. Foi assim que ela viveu sua vida, na entrega total ao amor de Deus, mesmo diante das tristezas e dificuldades.
Tia Isa nunca mediu esforços no trabalho por Cristo, pela Igreja e pelo Movimento de Cursilhos de Cristandade, assim, a melhor homenagem que um dia poderemos prestar a ela, é seguirmos o seu exemplo de serva fiel e amorosa, porque sempre apoiada na fidelidade e no amor de Cristo.
Tantas vezes ela cantou “dar ao próximo alegria, parece coisa tão singela, aos olhos de Deus porém, é das artes a mais bela”.
Essa foi a arte da Tia Isa.
Sejam as nossas boas obras as rosas que hoje queremos entregar a nossa querida e inesquecível Tia Isa.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Meio cheio ou meio vazio?
Interessante como a crítica é sempre apressada, enquanto o elogio é lento ou quase imóvel.
Faz-se cem coisas certas, ninguém percebe.
Comete-se um pequeno deslize, surgem os dedos apontados.
Inúmeras oportunidades oferecidas ao redor e prefere-se valorizar o detalhe que faltou.
Também sou assim mais do que gostaria e me arrependo quase imediatamente quando me afobo a reclamar, simplesmente porque, com apenas um pouquinho de paciência e conversa, a maioria das questões são resolvidas.
É que às vezes a gente cansa sabe?
Horas e horas dedicadas a algo em que você acredita, confiando nas pessoas e nas idéias. Esforço de muita gente tentando melhorar, é verdade. Mas muitos se comportam como se ninguém realmente se importasse.
A gente se importa viu? Quase 24 horas por dia.
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